domingo, 1 de janeiro de 2012

Enjoada de viajar

Esse enjoo do ônibus me é comum. O seu Pedro chorando na janela e o azar da menina também. Mas não me vem outra coisa em minha mente sobre o fim de ano se não o Hugo mandando a gente ir embora da casa da Bea. Eu sei que comemos duas pizzas e acabamos com a cerveja do irmão dela, mas a Kiwi não queria que a gente fosse. Na verdade Hugo, acho que ela ta precisando de carinho. A gravidez é uma coisa linda. E falando nisso, compramos o primeiro presente para a Maria Flor, um sapatinho do Criciúma.
Nunca tive enjoo. De repente numa viagem triste para Floripa eu comecei a escrever no celular e enjoei. Parece que todas as viagem agora são muito enjoativas.
Para o seu Pedro não é novidade chorar. Toda vez que o Dinho entra no ônibus aquela música me vem na cabeça: tchau tchau pequetita tchau tchau, cuida bem da mamãe pra mim...
Agora, o azar da menina... Cada viagem é uma história diferente. Por isso eu devo perdão, não escrevemos mais no blog e tantas histórias aconteceram. Outro dia estávamos vindo pra Criciúma num dia tranquilo, era feriado e logicamente a menina do cabelo de fogo estava no mesmo ônibus que a gente. De repente ela berrou: dá pra ter respeito senhor? Eu não quero fazer barraco, então por favor me respeite.
Hoje, novamente, havia alguém sentado no lugar dela. Dessa vez era uma senhorinha: oi senhora, a sua poltrana é a 27? -sim. -é a 27 mesmo? Deixa eu ver? Ixi, nós vamos ter que descer então, porque a minha também é a 27.
Eu só sei que agora a menina está aqui sentada na minha frente, também na internet do celular e a senhorinha ficou.

domingo, 17 de abril de 2011

Projeto FotoCriança

Por Adrieli Cancelier

Oi gente, só vim mesmo pra deixar o link do meu mais novo projeto. No próximo post eu explico melhor!!

http://www.wix.com/adrielicancelier/home

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Frases de Consumidores

Por Andrius Luiz

Eu deveria marcar meu retorno com o que foi prometido, contar sobre a festa da pedra moedeira, mas ficará para depois, deixarei que os inúmeros leitores do blog fiquem cada vez mais ansiosos e formem multidões implorando para o cumprimento dessa promessa. Por hora contarei um pouco sobre o que a Adri vem relatando, a vida de leiturista. Ser leiturista, em especial no Paraná, é ouvir dezena de vezes as mesmas frases:
“Pode entrar, o cachorro não morde”, todas as vezes que fui mordido eu escutei essa frase antes.
“Ele não é bravo, ele só quer brincar”, então avise ele que estou no horário de trabalho, não posso brincar agora.
“Porque minha conta da luz veio tão alta?! Se eu moro sozinha, só tenho uma telivisão em casa, a minha geladeira é nova, tomo banho bem rapidinho, faço de tudo pra economizar, passo quase todo o dia fora, só passo a roupa uma vez por semana....” Sei lá! Tchau!
“Muito obrigado, você é um excelente leiturista, pegue esses dez reais de gorjeta”, metira, nunca ouvi essa frase.

Eis um desses cachorros que não mordem, só querem brincar:

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Colombo City more and more

Por Adrieli Cancelier

Hoje foi mais um dia em Colombo, dessa vez no centro (que fica no canto).
Eu estava super animada, provavelmente seria uma rota um pouco melhor que as últimas trinta que eu fiz.
Comecei com alguns painéis e as primeiras 25 leituras foram uma maravilha... E de repente eu já estava lá no meio do mato, terra e morro de novo.
Em plena segunda-feira eu já estou me arrastando, mas pelo menos o dia de hoje rendeu algumas fotos e um vídeo :D
Só que como estou sem Photoshop as fotos ficarão para mais tarde.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Iron Maiden Curitiba 2011 - Tigrão em peso

Por Adrieli Cancelier

Finalmente! Estive esperando por este show há meses. Comprei a camisa da turnê e o ingresso já faz bastante tempo. Eu e o Andrius pegamos o Pinhais/Campo Comprido e descemos no terminal de Pinhais, mas quando chegamos lá descobrimos que não sabíamos como chegar no Expotrade. Perguntamos para uma velhinha onde era o show do Iron e ela disse: ah! é só pegar aquele busão alí! Logo começou a aparecer muitos cabeludos de camisa preta, estávamos no lugar certo. Tiramos o dia de folga para estar lá bem cedo. O sol estava queimando as minhas idéias e (não só por isso) resolvi comprar uma bandeira da turnê, mas tínhamos que ir ao banco e consequentemente perderíamos de vista o nossos companheiros de busão. Isso quase me deixou triste, mas de longe avistei aquela camisa, que é a mais linda do mundo. -Rápido amor! Tem um cara com a camisa do Tigrão! Vamos seguí-lo! E claro, o Andrius não podia deixar passar em branco: -Oi, essa camisa não é daquele time lá, o Chapecó? E o menino quase levantou o braço antes de o Andrius revelar que era uma brincadeira. Eis que ficamos com o bêbado do Tigrão e a sua amiga baixinha até a hora de entrar no show... E para nosso orgulho a camisa que mais vimos lá foi justamente a do Criciúma!!

domingo, 3 de abril de 2011

Tequila no Zapata

Por Adrieli Cancelier

Hoje eu, a Gabe e o Andrius fomos no Zapata. A noite começou assim:

sábado, 8 de janeiro de 2011

Meramente chato

Por Adrieli Cancelier

Acabou o ano e eu nem percebi. Tantas coisas mudaram desde setembro, quando eu vi a Carol pela última vez.

Naquele mês mesmo nossas vidas já começaram a mudar, eu estava trabalhando no Censo 2010 quando fui chamada para fazer o teste físico para trabalhar de Leiturista na Copel (Companhia Paranaense de Energia Elétrica), fiz quase todos os testes com muita tranquilidade, mas quando chegou na corrida eu estava muito preocupada. Era provável que eu não passasse e eu nem acreditava nisso, mas depois que o Andrius passou na barra que ele não conseguia fazer eu estava um pouco esperançosa. Fui, corri e passei. Fiquei muito feliz e meu pai mais ainda.
Então no dia 13 de setembro eu me tornei uma funcionária pública.

Os primeiros 30 dias foram muito divertidos. O treinamento era cheio de bolachinhas de chocolate e bons almoços, mas quando eu me vi com o PDA numa mão, o espelho na outra e cheia de dúvidas eu percebi que ser leiturista não é muito fácil. Minha primeira rota tinha aproximadamente 700 leituras, aquela da Mateus Leme que pega um pouco antes do Shopping Muller. Terminei quase 19h.

Meu supervisor era o Elias.
Elias é um cara guerreiro e muito parceiro, ajudou-me muito nos meus primeiros dias.  Mas logo na minha primeira semana e para a surpresa de todos ele saiu e nos deixou preocupados sobre como seria a nova supervisão. Veio o Rhegis, chato, durão e chama a gente de retardados, mas certamente melhoramos muito.

Já temos muitas histórias para contar sobre a nossa vida de leituristas (que serão contadas nos próximos posts). Pensamos até em fazer um novo blog, mas acho que esse nome é bastante apropriado.

Bom, sobre as minhas metas, matei minha saudade da Carol e delas ressurgiram uma ainda maior, já comi o X do Los Hermanos, já choro menos e engordei. Um quilo. Agora peso 50kg, posso até doar sangue. 

Continuo na faculdade, mas neste semestre sem o Andrius. Minha nova meta agora é simplesmente terminar a faculdade logo e passar no concurso do Tribunal Regional Eleitoral. A última vez que fomos para Criciúma foi na virada do ano e agora só voltaremos na Páscoa, mas sei que mesmo indo pra lá não vou conseguir matar a saudade de todos. E esse post foi chato e meramente formal, porque ficamos muito tempo sem escrever, mas preciso cobrar do Andrius para que ele escreva sobre a festa da Pedra Moedeira.

sábado, 4 de setembro de 2010

Eu queria entrar, mas perdi a chave.

Por Adrieli Cancelier

Detesto clichês, mas parece que foi ontem.
Nós tínhamos um quarto cheio de coisas super divertidas, que talvez não parecessem tão divertidas assim, mas que nos fazia feliz, entre milhares de outras coisas...

Na verdade o quarto não era só nosso, mas como passávamos mais tempo nele, já tinha a nossa cara subjetiva, cheia de trocadilhos, melancólica e em preto e branco. E essas características que antes nos eram tão familiares e felizes hoje mais parecem a porta do abismo.

Nem sei direito o que aconteceu, mas é pra isso que eu sou fotógrafa, pra olhar aqueles segundos registrados e contar segredos que ninguém mais se lembra. E olhando aquela nossa foto sentadas sobre o skate na noite da prefeitura eu me arrisco a dizer que na verdade não aconteceu nada. A mesma felicidade clandestina ainda mora em mim, mesmo sem o teu abraço e sem teus olhos piscando devagar. Mesmo de longe, sem saber se você está assistindo TV naquele momento e pensando a mesma coisa, sem teus ciúmes e sem teus dramas, eu te sinto bem aqui comigo. Então entre poucas pessoas no mundo que me trazem plenitude, você é uma delas.

E quando eu penso em não sofrer que “o pra sempre, sempre acaba” eu volto naquela noite quente em Criciúma quando eu não temia a perda e lembro que somos amigas para sempre e que nada seria capaz de mudar isso.

E dizer que somos contra a internet seria um tiro em nós mesmas, jornalista e fotógrafa. Mas a verdade é que aquela janela pequena do msn de fato não é nem comparável à janela de um quarto cheio pela qual conversávamos há pouco mais de um ano.

Carol (dessa vez é a Grechi), se eu te visse hoje, na minha frente, eu desabaria numa pilha de lágrimas e sorrisos. Com certeza molharia teu ombro com a água de saudade dos meus olhos e nariz. Então domingo eu estarei aí, de volta pro meu aconchego, só por alguns dias e o número do meu celular está nos teus depoimentos.

Enquanto isso, dormirei na porta do quarto.
Eu queria entrar, mas perdi a chave.

domingo, 29 de agosto de 2010

Rinha de Coelhos

Por Andrius Luiz

Eu tinha inúmeras coisas importantes para realizar neste fim de semana, agora ele está no fim e não fiz maior parte delas. Tudo bem, fiz outras coisas muito importantes, como assistir vários vídeos engraçados no youtube e alguns programas do “Cala Boca Piangers” . Mas deixamos as coisas importantes de lado e vamos direto a perca de tempo, vamos direto a razão do post:
A característica mais marcante dos Curitibanos é ingenuidade. Isso não se deve ao clima, colonização ou localização, mas sim pela pouco contato que a cidade esteve comigo, estou aqui somente a seis meses, pouco tempo demais para que a população pudesse aprender que a história fantástica que conto nem sempre aconteceu além das fronteiras da minha imaginação. Mas essa história que conto agora é toda sincera.
Uma coisa que os curitibanos que tiveram contato comigo e com a Adrieli aprenderam e nunca mais esquecerão é que Criciúma é uma cidade utópica, quase que perfeita. Tudo de bom que a cidade tem eles sabem de cor, claro que nunca comentamos que Criciúma também tem seus pontos negativos, e que não são poucos. Mas tem um rapaz em especial que sabe que Criciúma não é somente uma cidade perfeita, mas também uma cidade lendária. Este rapaz é o Vagner, rapaz que trabalhou comigo durante quatro meses e carrega consigo a ingenuidade de trezentos curitibanos, mas graças a isso ele já sabe coisas que vocês só saberão agora.

1. Criciúma não tem mendigos nas ruas, pois a prefeitura remunera muito bem os moradores de rua.


2. Em Criciúma também existe dia dos namorados, mas somente os homens ganham presentes, pois é dia dos namorados e não namoradas.


3. O esporte popular da cidade é a rinha de coelhos, e todo ano tem um grande campeonato onde o campeão é o coelho “fofinho” (coelho da foto), meu coelho “esquipe” nunca foi campeão, mas sempre é um dos favoritos. A regra do esporte se resume em: Quem morrer ou perder uma das orelhas primeiro é o perdedor.


4. Dia 6 de Setembro é o dia da pedra moedeira, feriado municipal.


Única história que o Vagner não acreditou foi sobre os tornados corriqueiros que acontecem lá.
Sobre o dia da pedra moedeira contarei em um outro post pois não tenho tempo agora, tenho que procurar no Google o resumo do filme que eu deveria ter assistido hoje, mas graças ao Piangers não pude assistir.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Eu queria ser uma bomba

Por Adrieli Cancelier

No meu último post eu fiz um comentário besta sobre as bocas e os ouvidos. E talvez por estar na mesma frase em que eu falo sobre meus amigos pode ter gerado confusão.
Eu queria ser clara e dizer tudo o que aconteceu, mas esse não é um blog pessoal, e além disso eu sei que quem precisa vai entender.
Vou tentar me explicar e recuperar coisas importantes para mim.
Naquela sexta eu tinha ido no centro resolver umas coisas e ninguém estava afim de me escutar, todas as pessoas que me atenderam foram estúpidas e certamente tinham mais bocas que ouvidos. Ok, eu não devo generalizar, mas em primeiro lugar eu estava cheia daquele dia e eu precisava desabafar, mesmo que fosse com o meu notebook. Em segundo lugar este blog serve única e exclusivamente para eu e o Andrius contarmos como está sendo para nós essa nova vida, na maioria das vezes exageramos ou generalizamos porque sentimos falta da nossa terra. Isso não quer dizer que meus novos amigos tenham duas bocas e um ouvido, na verdade eu confesso que eles me fizeram mudar um pouco de opinião em relação aos Curitibanos, eles tem sido bons amigos pra mim. O que eu quis dizer com o meu último post é que eu gosto muito dos meus amigos daqui e que graças a eles eu vou conseguir me acostumar com pessoas que não são tão atenciosas e queridas quanto eles. Eu não vou negar que depois de tudo o que aconteceu minhas tristeza e saudade aumentaram, mas eu não desisto fácil. (EU TE ADORO AMIGA, ME PERDOA!)
Dia 4 eu vou pra Criciúma e tentarei me encontrar com a Jeh e com a Thami que estão esperando bebê, mas eu volto logo e eu espero que até lá as coisas tenham se resolvido.
Eu queria dizer mais uma coisinha. Eu cumpri mais uma meta, fui provar o lanche do Los Hermanos, é realmente muito gostoso. Comi um X Bacon e tenho que confessar que mesmo sem maionese caseira é melhor do que o do Jorginho. Mas que fique bem claro: o X de Criciúma é muito melhor!

I wish I was a neutron bomb, for once I could go off...

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Fraqueza

Ontem a minha aula foi no Museu Oscar Niemeyer, isso quer dizer que não encontrei o Andrius na hora do recreio como fazemos todos os dias.
Nos encontramos na entrada do MON e o professor estava atrasado, então resolvemos entrar sozinhos. O primeiro a aceitar o vinho foi o Breno (se a professora Cris descobre ela tira um ponto da gente, porque ela pediu pra cuidarmos bem dele), depois o Javã.
Orlando Azevedo pra lá, fotos pra cá, vinho pra lá e pra cá. Eu, a Mary, o Edu, o Bruno e a namorada dele saímos e fomos ao Shopping comer Bob`s e blá-blá-blá...
Saudades de Criciúma! Gosto tanto dos meus amigos de lá. Gosto tanto do X de lá.
Eu gosto muito dos meus amigos daqui também, mas acho que vai ser difícil eu me acostumar com pessoas de duas bocas e um ouvido só. Mas eu vou conseguir.
Portanto vou atribuir mais uma meta às antigas: comer o X do negocinho lá que a Mary e o Edu dizem ser o melhor da cidade. Como é mesmo o nome do negócinho? Los Angeles? Los Lancheles?

Então as minhas novas metas são:
1: Matar a saudade dos meus amigos.
2: Comer o lanche do Los Hermanos.
3: Chorar menos e engordar mais.

Desculpem a franqueza. Ou a fraqueza.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Eu sempre volto.

Por Adrieli Cancelier


Tomei vergonha na cara.
Depois do post do Andrius eu dei uma relida nos meus primeiros comentários sobre a vida póstuma de AdriCaramelo em Criciúma. É claro que das cinzas resurgiu uma vontade de escrever, mas só ela não seria capaz de me fazer estar com as pontas dos dedos congelando, a 00:26h, tendo que acordar cedão amanhã, escrevendo palavras soltas ao ar para que ninguém as lesse e eu não pudesse comentá-las com ninguém amanhã.
Então vou explicar a força íntfima que me surgiu assim de repente. Acabei de fechar o msn, que entrei apenas para falar com a Carol (a Patrício, não a Grechi) sobre photoshop e coisas relevantes ao nosso futuro. É claro que a essa hora (e tendo que acordar cedão) eu não iria mais responder a ninguém, mesmo que aquela janelinha alaranjada ficasse fazendo doer meu olhos por alguém querer um pouco da minha atenção. 
Porém (tudo tem um porém)... Meu amigo estudante de astrologia (com certeza é) sabe que eu sou de Leão. E a primeira frase dele foi: "Que lindas as tuas fotos adri!". E sem eu perceber eu já estava envolvida na conversa sobre blogs e afins. Essa foi a segunda força maior de hoje que me fez estar aqui agora.
A primeira força maior faz parte da minha nova vida.
Eu estava na faculdade (é, eu to fazendo) de Fotografia (aham! fotografia mesmo!) sentada na cantina pesquisando sobre Bob Gruen com as minhas novas amigas (isso! eu tenho novas amigas), quando meu celular tocou.
Eu não ouvi nada, a ligação caiu. Mas o DDD era 48 e isso me fez imaginar que era a Cindy e a saudade bateu bem forte .Eu entrei no meu blog de fotografia pra me sentir mais perto dela e enfim... Estou aqui.

Desde a minha partida muitas coisas mudaram. Meus cabelos cresceram mais, eu emagreci mais, eu fotografei mais, eu chorei mais, eu gripei mais. Mas os meus dilemas (que se transformaram em metas) foram quase que 100% resolvidos.
Relembrando:
Plano número 1: Matar a saudade dos meus amigos. (falta muito ainda)
Plano número 2: Continuar a faculdade. De preferência na UFPR. (ok, não estou continuando, estou começando outra e nem é na Federal)
Plano número 3: Arrumar meu celular. (não arrumei, mas comprei outro... piorzinho)
Plano número 4: Passar num concurso público. (passei em alguns, já assumi um e fui chamada em outro)
Plano número 5: Fazer novos amigos em Curitiba. (a parte que eu queria chegar)

Curitiba é praticamente a mesma coisa de quando eu cheguei, o mesmo cheiro de xixi, cachorro e maconha. Ainda morro de saudades do X do Bico de Pão... Até mesmo do Jorginho. As pessoas continuam sendo mal educadas demais ou legais demais.
Mas ser legal demais até que não é tão ruim, conheci uma menina legal demais que tem os cabelos curtos como se estivesse nos anos 70 e os olhos azuis de piscina que eu quase sempre mergulho neles. A retina deve ser muito transparente porque neles refletem toda a luz do mundo. E ela tem um AllStar de estrelinha igual o meu. Ela fala que nem o homem da cobra, fala de tudo e de todos o tempo todo, se estressa fácil e  apesar disso tá sempre com aquele "sorriso labial". É a Mary Ellen (que se lê Mery). Sinto a falta dela quando ela se cala.
Outra pessoa legal demais que conheci foi a Dienifer, que eu chamo de Dieni e que me chama de Dika. A Dieni tem os cabelos vermelhos encaracolados, tem 18 anos e é de Cancer. Ela chega atrasada nas aulas e gosta de Coca Cola. Ela é um tanto desligada, mas quando eu preciso de alguém é ela quem me ouve.
Existem outras pessoas legais demais no meu novo mundo. A Ana, a Carol, a Andressa, o Breno (mesmo sendo de escorpião), o Bruno e o Javã. São meus novos amigos.
E se eles se sentem alienígenas quando leêm meu blog não os culpo, eu me sinto alienígena nessa cidade estranha. 


Na foto: Dinho, eu, Javã, Dieni, Mary, Edu e Breno