domingo, 24 de janeiro de 2010

Mais Criciúma - Realmente Mais

Por Andrius Luiz

No meu último post eu disse que não conseguiria escrever sobre Criciúma até começar a sentir saudades, levaria algum tempo, pois minha mente já estava em Curitiba. Então só tenho a agradecer nossa amiga AdriCaramelo pelo seu último post onde fez com que reacendesse toda minha vontade de falar sobre minha cidade.

Quando alguém decide comprar uma casa, sai para olhar os imóveis comete um grande erro se não lança os olhos por cima dos muros para conhecer quem são os seus vizinhos. Criciúma não é o que é, não importando se você acha boa ou ruim, se não fosse cidades como Içara, Urussanga, Siderópolis, Forquilhinha. Até mesmo porque é muito mais rápido e prático sair do centro de Criciúma até o centro de qualquer outra dessas cidade do que moradores de cidade grande irem de um bairro ao outro.

Realmente Rincão não pertence à Criciúma, mas é a praia dos Criciumenses. E bato na mesma tecla novamente: A viagem de Criciúma até Rincão demora meia hora de carro, ou até menos e totalmente isento de pedágios. Quanto tempo um morador do Estreito leva para chegar a uma praia de Florianópolis? E quanto gasta em pedágios para um Curitibano para chegar ao litoral?

Criciúma não tem praia, mas logo ali tem. Criciúma não tem neve, mas logo ali tem. Sem esquecer o privilégio de poder ver um tornado sem precisar sair da varanda de casa.

Criciúma tem muito mais lugares para se divertir além de casa do rock. Ok, não é muito mais, mas sempre tem. Muito menos do que Curitiba que é uma cidade grande, uma capital. Mas é muito mais do que... sei lá, Araranguá.
Criciúma já teve Mc Donald’s, mas quem precisa de Mc Donald’s quando se tem os Xis do Barão, do Galego, do Jorginho, do Paulinho e do Marquinhos? Bob’s mesmo só para tomar um sorvetinho, mas ainda prefiro comprar um sorvete daquelas lanchonetes pequeninas na Nereu Ramos, sair, sentar na praça e ouvir os ceguinhos cantores ou os índios se apresentarem.

Só não queiram assistir o sujeito que promete que vai pular no meio do arco cheio de facas, porque muito antes disso ele vai tentar te vender três pomadas por dez reais que cura: peste bubônica, câncer, pneumonia, raiva, rubéola, tuberculose, anemia, rancor, cisticircose, caxumba, difteria, encefalite, faringite, gripe, leucemia, úlcera, trombose, coqueluche, hipocondria, sífilis, ciúmes, asma, cleptomania, reumatismo, raquitismo, cistites, disritimia, brucelose, febre tifóide, arteriosclerose, miopia, catapora, culpa, cárie, câimbra, lepra, afasia. E o pulso ainda pulsa. O impressionante é que essa pomada é feita de peixe boi da Amazônia. Uma vez pensei em denunciar à sociedade protetora dos animais, mas preferi comprar esperando que a pomada curasse também ejaculação precoce.

Criciúma tem muito mais do que isso, nunca esqueçamos o monumento das Etnias, mais conhecido com os cinco dedos. Todos já subiram no primeiro, alguns no segundo, mas têm alguns como eu que tem o privilégio de ouvir histórias de um vizinho do primo de amigo que conseguiu escalar o terceiro. O cinco dedos é muito mais do que um monumento em homenagem às etnias, é também uma obra que desafia os limites dos homens, tanto na capacidade física, quanto na capacidade de criar mentiras.

Criciúma não é o paraíso, mas está muito longe de ser o inferno. Criciumenses, não cuspam no prato que comeram, se não gostam e querem um maior, simplesmente vão atrás.

Mais Criciúma

Por AdriCaramelo

É nesse clima de sexo, amor e traição que eu quero escrever (Sexo??).
Muitos criciumenses que leram os posts anteriores vieram me cobrar “Ah! Tu se esqueceste de dizer que em Criciúma blá, blá, blá...”

Preciso acrescentar sobre a nossa praia. Rincão Beach é a praia dos sonhos, o mar é feito de chocolate, você pode comprar 5 picolés a um real e ninguém vai pra praia de Havaianas (eu disse no outro post: somente em praias mais distantes). Em feriado nem o Fashion Week é páreo para o calçadão do Rincão. Todo mundo fala mal, mas é fazer um calorzinho em Criciúma que todo mundo joga as tralhas no carro e corre pra lá pra se entupir de picolé. E se alguém de fora pergunta se Criciúma tem praia a gente diz “Claro que tem! O Rincão.”, mas entre os habitantes o Rincão é a praia da cidade de Içara. Em alta temporada o aluguel é mais caro que no Jurerê Internacional. Em baixa temporada ninguém consegue entrar na praia de tanto buraco e areia na estrada.

Nos sábados até o meio dia todos tem encontro marcado no calçadão. Mesmo que não seja dia de pagamento todos estarão lá, a maioria só pra olhar o movimento, se benzer em frente à igreja matriz e comprar um churros. Depois de fechar o comércio a massa se dirige para a Havan. Dizem que agora tem um boliche lá, deve ser bem mais divertido. E na minha época domingo era dia de Chocolate. Chocolate Sensual, a banda de pagode.

Mas isso tudo é durante os dias letivos, porque no verão quando a temperatura não baixa dos 30 graus vai todo mundo pegar umas ondas. Ou umas minas. Nos fins de semana você tem mais três opções. Nas sextas-feiras você pode ir à Casa do Rock, que não fica em Criciúma e que as mulheres não pagam. Você pode pagar uma Topic, entupir de gente e pagar quatro reais. Ida e volta. Realmente essa é uma cidade muito badalada, existem mil coisas pra fazer durante a semana. Todas no shopping. Você pode ir até a praça de alimentação comer o melhor pastel ou o melhor crepe (mas não pense que vai encontrar Mc Donald’s, Bob’s, Burguer King, SubWay ou qualquer outro fast food que existe em qualquer outro lugar do mundo). Ou você pode ir até o cinema por apenas quatro reais nas quartas-feiras, só que o filme que você vai ver já está na locadora.
Rincão é a cara do glamour.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Estou traindo?

Por Andrius Luiz

Estou em um misto de dois sentimentos sobre minha volta à Curitiba, o primeiro é a ansiedade, o segundo é um sentimento de traição, como se eu estivesse traindo Criciúma por preferir nesse momento outra cidade.

Morei em Curitiba há quase quatro anos, durou pouco, por volta de três meses. Estes três meses em Curitiba foram os três meses mais intensos do qual vivi, com a única exceção desses últimos três meses no qual a Adrieli entrou com todas as forças na minha vida. Hoje conto no calendário os dias que faltam para que eu volte a morar na cidade que me proporcionou tanta intensidade de sentimentos, faltam nove dias. Desta vez toda intensidade de uma cidade maior e com mais possibilidades será somada à intensidade desse amor que vivo.

Nove dias, somente nove. É extremamente normal que eu esteja ansioso dessa forma, não é? É perfeitamente compreensivo que na minha mente caiba muito mais pensamentos a respeito de Curitiba do que a de Criciúma, ou não? Mas a culpa insiste em permanecer. Ora! Meus últimos dias aqui e minha mente já está lá, mesmo sabendo que serão tantos dias que viverei lá. Deveria pensar, sentir e escrever somente sobre Criciúma até o dia da minha partida, mas não consigo.

Criciúma, peço desculpas sinceras, falarei sobre ti logo, quando começar a sentir saudades, sentimento inevitável. Será logo, acredito que com mais intensidade no inverno rigoroso de Curitiba. Só irei partir, Criciúma, porque uma de tuas filhas me chamou.

As pedras da Nereu Ramos hoje me fazem lembrar da XV, mas sei que logo será o contrário.

O segundo pesadelo

Por AdriCaramelo

Se a vizinha se jogou do sétimo andar eu perdi a foto da minha vida, porque peguei no sono e só acordei hoje às 8h chorando. Realmente a minha noite não foi das melhores, depois de ter sonhado que eu estava tetraplégica eu sonhei que meu tio tinha morrido. O tio Mauro. Dizem que quando a gente sonha com a morte de alguém é porque estamos doando um ano da nossa vida pra pessoa. Viu tio, como a sobrinha anoréxica amar tio Mauro?

Eu sinto saudades de quando ele ia lá em casa, abria o meu armário e trocava tudo de lugar. “As medalhas devem ficar nessa gaveta, pra você lembrar que já foi ótima no Karatê.”

Uma vez ele fingiu que tava comendo areia e eu acreditei e comi também. Outra vez ele disse que gostava mais da minha irmã e eu chorei. E na última vez que me encontrei com ele eu tava com a minha amiguinha de seis anos, ela tinha uma boneca inseparável, daquelas que dizem “mamãe, eu te amo” e ele disse que a boneca queria ir pra São Paulo com ele. Ela chorou, obvio.

Faz mais de um ano que a gente não se vê, dizem que ele está um pouco mais gordinho, o que é difícil de acreditar.

Então meu próximo plano é ir até São Paulo visitar meu titio chato e sensível demais que eu tanto amo.

O caso da vizinha semi-nua

Por AdriCaramelo

Cá estou às 4h da madrugada dormindo, naturalmente, no meu colchão inflável e sonhando que estava tetraplégica, quando de repente um barulho de copo quebrando me acorda. Levantei instantaneamente para xingar o indivíduo que sentiu sede no meio do meu pesadelo e percebi que sentia meus braços e minhas pernas. Deitei novamente, juntei minhas mãozinhas e agradeci a Deus por aquilo não passar de um pesadelo idiota ocasionado pela falta que a novela das 20h tem feito (desde que começou o BBB a minha televisão só tem conhecido um canal: o Pay Per View). Agradeci também por estar todo mundo dormindo tranquilamente na minha casa. Até mesmo os cachorros estavam nos sonhos mais profundos. Pensei logo que o barulho de copo quebrando vinha da rua e resolvi voltar a dormi. “Mas e se for um fantasma na cozinha?!” É claro que eu não iria levantar pra conferir.

Mas quando eu estava quase pegando no sono outra vez eu escutei alguém varrendo os cacos, e dessa vez eu percebi que o barulho realmente vinha da rua. Meu sono já não era tão grande assim, e nem o medo. Levantei, fui até a sacada e percebi que era o vizinho do prédio da frente que sempre tem cervejas na mesinha de centro e que fica a noite toda na sacada enrolado na toalha de banho (achando que cobre alguma coisa) com o notebook apoiado no vaso de flores e conversando com milhares de pessoas no MSN. E eu sei que é no MSN porque aquele “pirili” de quando alguém fala com ele já me acordou outras vezes.

Mas hoje ele não estava na sacada, nem estava de toalha. Nem mesmo estava tendo uma conversa virtual. Ele conversava com alguém como se desse conselhos, mas não como um homem dá conselho à uoutro homem.

Eu estava certa. Logo uma garota levantou do sofá e falou algumas palavras em tom de briga, as garrafas ainda estavam na mesinha de centro, provavelmente vazias. Eles se dirigiram para a cozinha e foi então que eu percebi. A menina estava quase nua. Estava não, está. Vejo de costas e ela veste apenas um cabelo longo para tapar as costas e uma calcinha, que não tapa nada. Eu poderia provar, mas na minha câmera só cabe mais uma foto e pelo desespero da garota ela vai se jogar do sétimo andar. De calcinha. E eu não perderia essa foto por nada.

PS: Essa foto é de uma das noites do "pirili".

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Depois das formalidades

Por AdriCaramelo

Minhas aventuras por essas terras estão com mais cara de aventura agora. Seria formidável passar o dia todo em frente ao notebook olhando as fotos antigas da cidade antiga com os amigos antigos. Escrever textos melancólicos sobre o passado recente que ainda me causa dores de cabeça e sorrisos bobos. Seria uma forma de passar o tempo bastante aceitável, não fosse ter que dormir no sofá todas as noites, não ter dinheiro para ir ao cinema 3D outra vez e fatalmente: não poder ver meu namorado outra vez.
Andamos conversando sobre Deus, sobre o Segredo, sobre as pipocas mágicas e as fadinhas do Peter Pan, mas em especial acho que a nossa vontade de mudar é que tem sido bastante eficaz.

Tecnicamente eu já aprendi muitas coisas por aqui. O trânsito é um caos. As pessoas ou são mal-educadas demais ou são legais demais. Às vezes a cidade tem cheiro de xixi, às vezes de cachorro e às vezes de maconha. Chove muito. Venta muito. Faz muito frio. Faz muito calor. Isso acontece todos os dias, normalmente ao mesmo tempo.

Eu aprendi que em Curitiba não existem robozinhos vestidos de moças que gritam em frente aos camelôs: "O que era pra tzi?". Eu aprendi que aqui salsicha se chama vina, que pão d’água é pao francês, que cavaquinho é cueca virada, que casadinho é dois amores e que guri aqui é Piá (e a marca do leite também). Aprendi que não existe X igual ao de Criciúma.

Mas não posso negar os encantos dessa cidade. Vou citar aqui aos poucos, conforme eu for conhecendo melhor e fotografando. Mas uma das coisas que enxe meus olhos são os tênis daquelas pessoas que residem em frente ao Shopping Muller, as garotas soberbas de Criciúma morreriam de inveja, que nem eu.

Dia 26 eu retorno à minha saudosa Criciúma, mas só para uns beijinhos e então migrar para POA no dia 28.

E o que vai haver em Porto Alegre dia 28??
Ahhh, o show do Metallica!! Oh yép, morram de inveja!! Eu vou. Ok, não é a minha banda preferida, nem da maioria das pessoas que eu conheço. Na verdade eu acho que eu tenho um primo que gosta muito de Metallica. Mas convenhamos, será um show histórico! E se eu pudesse levar a minha câmera eu seria uma pessoa fotográficamente realizada.

Mas voltando de Porto eu fico em Criciúma mais uns dias, ajudando meu cutecute a arrumar as suas coisas pra voltar pra Curitiba comigo. Am? Entenderam? Voltar pra Curitiba comigo. Não é, tipo assim, dar uma volta em Curitiba, é morar em Curitiba! Ha, finalmente, dilema número 6 resolvido. E eu sei que os outros serão solucionados mais facilmente agora. Vocês verão uma nova AdriCaramelo. Não perdem por esperar.
Portanto meus dilemas agora serão transformados em planos.
Plano número 1: Matar a saudade dos meus amigos.
Plano número 2: Continuar a faculdade. De preferência na UFPR.
Plano número 3: Arrumar meu celular.
Plano número 4: Passar num concurso público.
Plano número 5: Fazer novos amigos em Curitiba.

Eu acabei de voltar da aula. Estou fazendo cursinho pro concurso da Copel, que será realizado no domingo e que eu não vou prestar .-. Talvez eu apareça por lá pra fotografar as pessoas que chegarem atrasadas e não puderem fazer a prova. Esse é o trabalho do Márcio, professor de informática, que anda estressado porque tem gente que não sabe pra que serve a tecla de atalho F11. Testem!
E como meu dilema número 6 foi resolvido, ontem eu comprei um colchão inflável.

Adeus no início

Por Andrius Luiz

Levanta e te sustenta, mas não pensa que eu fui por não te amar. Quero ver você maior, meu bem, pra que minha vida siga adiante
.” Los hermanos.

Olá sou o Andrius, Andrius Luiz, mas também podem me chamar de Leopoldo. Estou desempregado há um dia, larguei meu emprego em Criciúma para poder me aventurar em terras distantes. Também larguei minha faculdade como nossa amiga AdriCaramelo, mas não na quarta fase, não sou louco, larguei na segunda.

E o que eu sou? Além de um aventureiro com uma mochila velha nas costas? Sou um aventureiro cheio de amor e de canções, só não peçam que eu cante no ritmo e tom certos. Por pouco tempo, porque logo, além de ser tudo isso serei também o atendente da Subway ou quem sabe o operador de caixa do Angeloni.

Agora falando mais um pouquinho da nossa cidade, coisas que a AdriCaramelo esqueceu:
Criciúma também é pólo cerâmico, produção de jeans, de redes de supermercados cheios de embaladores e de uso indisplicente de sacolas plásticas. Também é pólo de tempestades e tornados e principalmente pólo de meninas lindas e soberbas, e somente na parte de soberbas que a AdriCaramelo é exceção.

Sentirei saudades de passar a 10 metros em frente às lojas e ser atacado por atendentes maníacas gritando: “O que é pra tsi?”, “O que vai levar hoze?”. Sentirei saudades das estradas esburacadas e das calçadas irregulares, sentirei saudades de ser seguido por todos os seguranças do shopping por estar calçando havaianas e sentirei saudades de ver o meu Tigre perder para o Atlético de Ibirama. Sentirei saudades dessa Criciúma

Primeiro as damas

Por AdriCaramelo

As formalidades.

Sou AdriCaramelo, fotógrafa e futura jornalista, 21 anos, subjetiva.

Agora vou explicar com o meu jeitinho gay o que aconteceu. Apresentar-lhes-ei minha pacata cidade (nem tão pacata assim): Criciúma é uma cidade ao sul do fim do mundo. Lá moram em torno de 180 mil pessoas. A maioria delas ricas. Eu sou uma exceção. Por tanto se você gosta de sandálias Havaianas prefira usá-las nas praias mais distantes.

O nosso time é o Criciúma Esporte Clube, vulgo Tigrão :D. Somos campeões invictos da Copa do Brasil, quinto colocados na Copa Libertadores da América, campeões do Campeonato Brasileiro da Série B e campeões do Campeonato Brasileiro da Série C, feitos nunca igualados por nenhuma outra equipe catarinense.

Hoje o Tigre jogou contra o Atlético de Ibirama (alguém já ouviu falar?). Perdeu. Em casa.

Lá também é a terra do carvão, a terra da dupla sertaneja Marlon e Maicon e a terra das mulheres mais bonitas. Eu sou uma exceção dupla.

Foi lá que eu nasci e cresci. Todos os meus amigos são de lá, meus inimigos também.


Há um ano e meio meus pais e minha irmã-nada-simpática decidiram vir morar em Curitiba. Eu resisti no início, Criciúma é realmente o máximo. Mas há quatro meses estou aqui nessa cidade grande e limpa. Isso me assusta.

Dilema número 1: estou com saudades dos meus amigos.
Dilema número 2: larguei a faculdade de Jornalismo na quarta fase.
Dilema número 3: meu celular não tem cooperado.
Dilema número 4: estou sem emprego.
Dilema número 5: até então fiz pouco amigos. Ok, um só.
Dilema número 6 (e não menos importante): meu namorado mora em Criciúma.

E agora, devidamente apresentados e cultuados à magnífica história da minha vida, digo-lhes que estou me sentindo totalmente perdida. Alguém pára o mundo que eu quero descer.